sexta-feira, 26 de setembro de 2014

IEM - Interferência electromagnética (“EMI”)


A interferência electromagnética é um processo modulação entre uma fonte electromagnética primária e uma outra ou outras secundárias causadoras de distúrbios nas características da fonte electromagnética primária no ponto de destino (a vítima).
As interferências poderão ocorrer dentro de um mesmo sistema electrónico, intrasistema, ou entre dois sistemas destintos, intersistema.
As interferências podem introduzirem-se por modo comum ou diferencial, por condução ou radiação. A radiação, por acoplamento capacitivo ou indutivo.


Quanto aos sinais interferentes estes podem ser periódicos, harmónicos, impulsivos, transitórios, electrostáticos e decorrentes de campos eléctricos ou magnéticos variáveis ou estáticos.

sábado, 13 de setembro de 2014

Trovoadas e Pára-raios

Aquando de uma descarga atmosférica, nuvem terra ou terra nuvem, geram-se em simultâneo (dois) tipos de raios em sentidos opostos que vão colidir algures no ar. Um raio composto só por electrões de cor azulada (Raio Líder) e outro de protões de cor alaranjada, plasma, (Raio de Retorno). Dado que a massa de um electrão é 1840 vez inferior à massa de um protão, o deslocamento de cada um dos tipos de carga resultante da atracção existente entre si, são também diferentes na razão inversa das respectivas massas. Assim, o raio azul de electrões (Raio Líder), descendente em nuvens carregadas negativamente em relação ao potencial eléctrico da terra, e ascendentes quando as polaridades são contrárias, terá uma velocidade de deslocamento aproximado de 1840 vez superior ao do raio alaranjado de protões (Raio de Retorno) ascendente no primeiro caso e descendente no segundo. Acontece também, durante algum tempo, que o ar fica condutor, ionizado, no percurso do traçado do raio de electrões, o que irá facilitar a atracção de raios de cargas positivas de descargas adjacentes.
Mantendo-se as proporções, a soma total dos dois deslocamentos dependerá da altura a que estiver a nuvem. Quanto mais alta esta estiver maior será o potencial eléctrico da descarga.
Os pára-raios instalados no topo dos edifícios são mais eficientes para descargas de potencial eléctrico mais elevados e de correntes mais fortes porque o deslocamento do Raio de Retorno é maior nestes casos. Descargas mais fracas poderão atingir partes laterais dos edifícios mesmo estes possuído pára-raios no topo. Para evitar que isso ocorra deve-se consultar previamente um especialista instalador de pára-raios.